Os grandes sites de cifras têm conteúdo, mas sufocam o músico com anúncios. Veja como a Evoris construiu o Toca Aquela — rápido, legível no celular e feito para escalar na busca.
O problema: tocar uma música no meio de um campo minado de anúncios
Quem toca violão ou guitarra conhece a cena: você quer tirar uma música, pesquisa a cifra no celular, abre o primeiro resultado — e encontra um banner cobrindo o primeiro acorde, um pop-up de vídeo que começa sozinho, um botão de "aceitar cookies" que esconde o refrão e, no meio de tudo isso, a cifra. Na hora de tocar, a tela rola sozinha para um anúncio e você perde a parte. O conteúdo que importa — os acordes e a letra — vira figurante no meio do inventário publicitário.
Esse é o padrão dos grandes sites de cifras no Brasil: catálogos enormes, sim, mas espremidos por anúncios que atrapalham justamente o momento em que a pessoa mais precisa de foco — com o instrumento na mão. É um problema de experiência, não de falta de conteúdo. E é exatamente o tipo de incômodo cotidiano que um produto bem construído resolve.
A solução: Toca Aquela
O Toca Aquela é uma plataforma de cifras e tablaturas limpa e sem anúncios, construída pela Evoris como alternativa aos sites tradicionais poluídos de publicidade. A premissa é simples e teimosa: a cifra é a estrela da página. Nada deve competir com ela na hora de tocar.
Por trás da simplicidade da tela, há um catálogo com dezenas de milhares de músicas e uma arquitetura pensada para carregar rápido, ser lida com conforto no celular e aparecer bem no Google quando alguém procura "cifra" de uma música específica — porque um site de cifras que ninguém encontra na busca não ajuda músico nenhum.
Como funciona na prática
- Busca direta por música ou artista: O músico encontra a cifra que quer sem passar por camadas de banner até chegar ao conteúdo.
- Leitura sem ruído: A página é desenhada em torno da cifra — acordes alinhados sobre a letra, legíveis, sem anúncios cobrindo o acorde na hora do refrão.
- Pensado para o celular e o tablet: A maioria das pessoas toca com o telefone apoiado na estante. A interface foi feita para esse uso real, não para o desktop primeiro.
- Bilíngue (PT e EN): O conteúdo atende tanto o público brasileiro quanto buscas em inglês, com as versões de idioma tratadas corretamente para a busca.
- Catálogo amplo e navegável: Páginas por artista e por música, organizadas para que uma descoberta leve à próxima.
Decisões técnicas e por quê
Para quem é da área técnica — ou para o curioso sobre o que sustenta um site de cifras em escala — o Toca Aquela foi construído com um stack escolhido para dois objetivos que andam juntos: velocidade de leitura e visibilidade na busca.
- Next.js com renderização no servidor: Um catálogo de cifras só cresce se o Google conseguir ler e indexar cada página de música. Com Next.js, cada cifra é renderizada no servidor e entregue pronta — rápida para o músico e completa para o buscador.
- TypeScript em todo o código: Com dezenas de milhares de páginas geradas a partir de dados, a tipagem evita que um detalhe de uma música quebre silenciosamente a página de outra.
- Banco de dados com Drizzle ORM sobre SQLite: As cifras são majoritariamente leitura — muita gente lendo, poucas escritas. Um banco leve e rápido, acessado por um ORM tipado, responde às consultas de catálogo sem peso desnecessário.
- Internacionalização nativa (i18n): PT e EN convivem com URLs e marcações de idioma corretas, para que as duas versões apareçam na busca sem competir entre si.
- Arquitetura de SEO para escala: Com mais de cem mil endereços, o sitemap é dividido em partes (shards), com canônicas e dados estruturados por página — a engenharia invisível que faz um catálogo gigante ser descoberto música por música.
- Docker e Cloudflare: A aplicação roda em contêiner e é publicada atrás de um túnel da Cloudflare, o mesmo padrão de implantação confiável que usamos em outros projetos.
Nenhuma dessas escolhas é exótica. São ferramentas comprovadas, combinadas para um problema específico — a mesma filosofia que aplicamos em todos os nossos serviços de desenvolvimento.
Resultados: o conteúdo de volta ao centro
Sem inventar números, o ganho central do Toca Aquela é de experiência: o músico abre a música e toca, sem caçar o acorde no meio de anúncios. A página carrega rápido, é legível no celular e devolve ao conteúdo o lugar que ele nunca deveria ter perdido — o centro da tela.
Do lado técnico, a lição é que escala e simplicidade não são opostas. Entregar uma experiência limpa para o usuário final exige, por baixo, uma arquitetura cuidadosa: renderização no servidor, um banco adequado ao padrão de uso e uma estratégia de SEO desenhada para um catálogo que não para de crescer.
O que esse case ensina sobre produtos de conteúdo
O Toca Aquela mostra que, em um mercado dominado por sites consolidados, a diferença pode estar na experiência — não em ter mais conteúdo, mas em entregá-lo melhor.
- A experiência é o produto: Quando todo mundo tem o mesmo conteúdo, quem o apresenta com mais respeito pelo usuário ganha a preferência.
- SEO não é enfeite, é infraestrutura: Para um site de conteúdo, ser encontrado na busca é tão essencial quanto funcionar. Isso se projeta desde a primeira linha de código.
- Performance é funcionalidade: Um site de cifras lento é um site de cifras inútil na hora de tocar. Velocidade não é luxo — é o recurso principal.
- Uma ideia simples, bem executada, vira produto: "cifra sem anúncio" cabe em três palavras. Transformá-la em uma plataforma que escala é um projeto de engenharia e prazo — e é aí que entra a Evoris.
Tem uma ideia de produto digital na gaveta?
Se você tem uma ideia de aplicativo ou plataforma — algo que faça melhor o que já existe mal feito — a Evoris ajuda a tirar do papel, da arquitetura ao ar.